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São Paulo Miki e companheiros

Celebrado em 6 de fevereiro

São Paulo Míki foi o primeiro mártir japonês e o primeiro religioso de origem japonesa. Segundo a tradição, ele recebeu a religião através da sua família que havia recebido a evangelização de São Francisco Xavier. Assim, tornou-se um jesuíta, mesmo com o desejo de ser sacerdote, não conseguindo ordenar-se por falta de um bispo local. Seu trabalho de evangelização e diálogo com os budistas foi realizado por todo o país.

Perseguição contra os cristãos

Em 1596, Shogun Hideyoshi, um militar samurai, iniciou uma grande perseguição contra os cristãos devido às divergências de ordens missionárias e o comportamento de alguns cristãos estrangeiros. São Paulo Míki foi preso juntamente com 6 frades franciscanos, 3 jesuítas e 17 leigos convertidos, inclusive 2 meninos muito jovens.

Martírio dos 26

No dia 5 de fevereiro de 1597, no monte Tateyama de Nagasaki, 26 pessoas foram pregadas e mortas na cruz. Entre eles estavam: religiosos da Companhia de Jesus, João de Goto Soan, Tiago Kisai e outro desconhecido; presbíteros da Ordem dos Frades Menores, Pedro Baptista Blásquez, Martinho da Ascensão Aguirre, Francisco Blanco, Filipe de Jesus de las Casas, Gonçalo Garcia, Francisco de São Miguel de la Parilla; leigos catequistas, Leão Karasuma, Pedro Sukejiro, Cosme Takeya, Paulo Ibaraki, Tomé Dangi, Paulo Suzuki; neófitos, Luís Ibaraki, António, Miguel Kozaki e Tomé, seu filho, Boaventura, Gabriel, João Kinuya, Matias, Francisco de Meako, Joaquim Sakakibara, Francisco Adaucto.

Canonização dos Mártires

Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados em 8 de junho de 1627, pelo Papa Pio IX. Naqueles anos de canonização, foi narrado o martírio em um livro que serviu de inspiração para a obra missionária de um seminarista vêneto, Daniel Comboni, futuro grande apóstolo da “África”. O Papa Bento XVI, quando era cardeal, afirmou que os relatos sobre o martírio dos primeiros cristãos japoneses traziam “uma enorme certeza e uma serena alegria” (6 de fevereiro de 1991).

Museu dos Mártires

Atualmente, existe um museu dedicado aos mártires na cidade de Nagasaki. Nele estão o livro de Luís Fróis sobre o relato do martírio dos 26 cristãos, de fevereiro de 1597, cartas de São Francisco Xavier e outros artefatos históricos. Além disso, há uma escultura em bronze e a catedral de Ôura, dedicada aos mártires e patrimônio do Tesouro Nacional do Japão, uma das igrejas mais antigas do país.

Referências:
– https://www.geracaoalternativa.com.br/entenda-o-martirio-de-sao-paulo-miki-no-japao/
– https://www.al.sp.gov.br/noticia-131905/sao-paulo-miki-e-seus-companheiros-os-primeiros-martires-japoneses/