Santa Josefina Bakhita: uma história de luta, esperança e fé
No ano de 1878, um pequeno incidente mudou para sempre a vida de uma menina africana. Dois homens interceptaram o caminho de Josefina Bakhita, então com apenas 9 anos de idade, e a levaram para se tornar escrava. Josefina foi renomeada como Bakhita, que na língua do Sudão significa “afortunada”, em uma ironia que acompanharia sua trajetória de dor e tristeza.
Um destino inimaginável
Bakhita passou de mão em mão nos mercados de escravos. Enquanto servia a um general turco, foi tatuada com faca em 114 pontos, as feridas cobertas com sal para que ficassem evidentes. Até que, em um momento de milagre, ela foi adquirida por um oficial italiano, Callisto Legnami, que a tratou com carinho e bondade.
Ele a vestiu com o primeiro vestido, lhe proporcionando abrigo e refeições. Em 1884, Bakhita embarcou para a Itália, onde um destino inimaginável a esperava.
Caminho de Fé
Bakhita foi confiada às Irmãs Canossianas de Veneza. Foi aí que ela conheceu Jesus, aprendeu o catecismo e, em 9 de janeiro de 1890, foi batizada com o nome de Giuseppina Margherita Fortunata. No ano seguinte, entrou no noviciado das Canossianas e, em 1896, proferiu os votos.
Durante os próximos 45 anos, ela atuou como cozinheira, sacristã e porteira do convento de Schio, para onde era chamada carinhosamente de “irmã de chocolate”.
Reconhecimento como Santa
Em 8 de fevereiro de 1947, Bakhita morreu de pneumonia, mas sua história de fé e esperança persiste até hoje. Em 1 de outubro de 2000, São João Paulo II canonizou Bakhita como Santa da Família Canossiana.
Ela é hoje uma referência para muitas pessoas, que buscam inspiração na sua história de luta e coragem. Santa Josefina Bakhita é um exemplo de força e perseverança para todos nós, e sua história é um grande legado de esperança em tempos difíceis.