Pular para o conteúdo
Santo Atanásio Bazzekuketta

Santo Atanásio Bazzekuketta

Celebrado em 27 de maio

Atanásio Bazzekuketta nasceu em Kampala, capital de Uganda, na África, no ano de 1866. Ele era filho de um importante funcionário da corte de seu país e pertenceu ao clã Nkima. Aos 15 anos foi batizado em 16 de novembro de 1885.

Atanásio serviu como pajem do rei Mutesa e depois do seu filho, o príncipe Mwanga. O jovem rei era instruído pelos missionários, conhecidos como “Padres Brancos”, porém, era teimoso e incapaz de concentração e não sabia ler, nem escrever. Além disso, Mwanga havia aprendido com os mercadores brancos o pior que eles costumavam fazer, como fumar haxixe, beber álcool em grandes quantidades e praticar homossexualidade.

Atanásio Bazzekuketta e a Perseguição Cristã

Mwanga viu no cristianismo o maior perigo para as tradições tribais e o maior obstáculo para sua devassidão e começou, então, a perseguir ferozmente os cristãos. O primeiro a sofrer com a perseguição foi o bispo anglicano Hannington.

Em 15 de novembro de 1885, o rei Mwanga mandou decapitar o mestre dos pajens, Giuseppe Mkasa Balikuddembè, que era católico e reprovava o rei publicamente por ter matado o bispo anglicano e defendia os jovens pajens das “investidas” sexuais do rei.

Giuseppe Mkasa Balikuddembè foi substituído por Carlo Lwanga, do clã Ngabi, e, mais uma vez, o rei se interessou por ele. Mas, Carlo também era católico e, por isso, foi condenado à morte em 27 de maio de 1886 junto com um grupo de cristãos e quatro catecúmenos que ele conseguiu batizar naquela noite.

Atanásio Bazzekuketta fazia parte desse grupo de 22 mártires de Uganda que foram mortos durante a perseguição de cerca de cem cristãos, entre novembro de 1885 e fevereiro de 1887.

A Morte de Atanásio Bazzekuketta

Atanásio era guardião do tesouro real e foi morto em 3 de junho de 1886, com apenas 20 anos. Ele se ofereceu aos algozes que, durante uma marcha de transferência dos cristãos presos, matavam um em cada encruzilhada para aterrorizar os outros.

Os que testemunharam a execução ficaram impressionados ao ouvi-los orar até o fim, sem gemer. Esse martírio, longe de extinguir a fé em Uganda, acabou se tornando semente de muitas conversões, como profeticamente afirmou Bruno Sserunkuuma antes de sofrer o martírio.

Beatificação e Canonização de Atanásio Bazzekuketta

Atanásio Bazzekuketta foi beatificado em 1920 pelo Papa Bento XV e canonizado em 1964 pelo Papa São Paulo VI, quando foi dicção de Carlo Lwanga e companheiros como mártires de Uganda.

Atanásio Bazzekuketta é um herói mártir na África, cujo martírio serviu para levar a fé a muitos outros.