São João I foi o Papa que sucedeu ao Papa Hormisda em 15 de Agosto de 523. Ele é conhecido como João Diácono, autor de uma Epístola ad Senarium, que é importante para a história da liturgia batismal. Esta epístola atesta a tradição da Igreja Romana de erigir e consagrar no sábado santo sete altares e de derramar no cálice uma mistura de leite e mel. Além disso, João Diácono também é reconhecido como autor do tratado A Fé Católica, transmitido pelos antigos entre as obras de Severino Boécio.
Luta Pela Paz entre Roma e Constantinopla
Quando João tornou-se papa há cinco anos, o imperador Justino – tio de Justiniano – e o Papa Hormisda tinham feito cessar o Cisma entre Roma e Constantinopla, que havia sido estourado em 484 pelo Henoticon do imperador Zenão. Este cisma havia tentado um impossível compromisso entre católicos e monofisitas.
Em 524, o imperador Justino publicou um edito no qual ordenava o fechamento das igrejas arianas de Constantinopla e a exclusão dos hereges de toda a função civil e militar. Então, Teodorico obrigou o Papa João I a ir a Constantinopla para solicitar a revogação do decreto.
Manifestações de Atenção Excepcionais
As manifestações de atenção que o papa recebeu nessa ocasião foram excepcionais: 15.000 pessoas saíram-lhe ao encontro com círios e cruzes. O Papa João I presidiu as solenes funções do Natal e da Páscoa.
O imperador Justino aderiu ao pedido do Papa João I de restituir as igrejas confiscadas aos arianos, mas insistiu na privação dos direitos dos arianos convertidos ao catolicismo que novamente se tornassem arianos.
Morte de João I
Devido a isso, o suspeito Teodorico mandou matar Boécio e Símaco. O Papa João I foi lançado na prisão em Ravena, onde morreu aos dezoito de maio de 526.
São João I foi um Papa que lutou pela paz entre Roma e Constantinopla. Ele foi um líder religioso que inspirou muitas pessoas com sua determinação e sua fé.