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São Justino

Celebrado em 1 de junho

Justino nasceu na Palestina, na cidade de Siquém, em uma família que não conheceu Jesus. Ele nasceu nas trevas do paganismo, mas sua busca pela verdade o levou a se tornar um dos mais proeminentes Padres da Igreja.

Conversa sobre filosofia e desejo da verdade

Ele cursou as escolas filosóficas de sua terra e dedicou-se ao estudo do pensamento de Platão. Para aprofundar-se cada vez mais no sistema do grande sábio grego, retirou-se para um ermo. Foi neste momento que um ancião se aproximou para falar sobre a filosofia e apresentar a Justino o ‘algo mais’ que faltava em sua busca pela verdade. Foi assim que ele conheceu Jesus Cristo.

“Eleva tua alma em profunda oração ao céu, para que se abram as portas do Santuário da verdade e da vida. As coisas que te falei são incompreensíveis, a não ser que Jesus Cristo, filho de Deus, nos dê delas compreensão”, disse o ancião a Justino.

Defesa dos cristãos

Após ser batizado em 130, Justino substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo. Ele se tornou um defensor e propagador da fé entre os pagãos, admirando a virtude e a constância dos cristãos em meio à perseguição. Em uma ocasião, ao ser questionado sobre a fé dos cristãos, ele defendeu: “Os cristãos vivem na carne, mas não segundo a carne; perseguidos pelo mundo, amam a todos”.

Padre da Igreja

São Justino é considerado o primeiro padre da Igreja após os Padres Apostólicos. Suas obras apresentam a doutrina e sua pureza, conservando fontes puras da tradição apostólica. Ele se destacou por sua coerência de vida, sendo um filósofo cristão que buscou viver diariamente de acordo com sua fé.

Julgamento e martírio

No ano de 167, São Justino foi denunciado e julgado injustamente. Mesmo diante da ameaça de ser flagelado, ele afirmou sua certeza de que entraria no céu e recusou-se a abraçar o erro e a impiedade. Por fim, foi decapitado por não renunciar à sua fé em Cristo.

O Gênio a Serviço do Evangelho

Justino foi um grande filósofo cristão, um homem que utilizou sua inteligência e habilidade dialética em defesa dos cristãos perseguidos. Ele fundou uma escola filosófica em Roma e se tornou um anunciador incansável de Cristo entre os estudiosos pagãos. Sua fama como missionário-filósofo se tornou eterna, com suas obras sendo citadas até mesmo pelo Concílio Vaticano II.

“Tudo o que de bom foi dito, por qualquer um, pertence a nós, cristãos”, afirmou Justino, ressaltando a importância do cristianismo como a manifestação histórica e pessoal do Logos na sua totalidade.

Conclusão

São Justino é lembrado como um exemplo de fé inabalável e coragem diante da perseguição. Sua busca pela verdade, inicialmente através da filosofia, o levou a encontrar Cristo e dedicar sua vida à defesa da fé e propagação do Evangelho. Sua história continua inspirando gerações, mostrando que a verdade e a justiça sempre prevalecem no final.