Por que durante a missa não dizemos o “Amém” ao final do Pai-nosso? Essa é uma das dúvidas de muitas pessoas que estão iniciando a fé católica.
Na fé cristã, nós usamos a palavra “Amém” como sinal de “estou de acordo” ou “que assim seja”. Então, na maioria das orações que rezamos, terminamos com a palavra “Amém”. É o caso da Ave-Maria, do Credo, Oração do Anjo da Guarda, entre outras.
No entanto, durante a Santa Missa, a oração do Pai-nosso está contida em uma outra oração. Portanto, ao final do Pai-nosso da Missa, a oração ainda não terminou.
Vamos recapitular? Antes do Pai-nosso, o sacerdote costuma dizer:
Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
E então rezamos juntos o Pai-nosso.
Ao final da oração do Pai-nosso, o padre diz:
Livrai-nos de todos os males, ó Pai,
e dai-nos hoje a vossa paz.
Ajudados pela vossa misericórdia,
sejamos sempre livres do pecado
e protegidos de todos os perigos,
enquanto aguardamos a feliz esperança
e a vinda do Nosso Salvador, Jesus Cristo.
Nessa hora, respondemos juntos:
Vosso é o reino,
o poder e a glória para sempre.
E então, o padre encaminha o final da oração:
Senhor Jesus Cristo,
dissestes aos vossos Apóstolos:
eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz.
Não olheis os nossos pecados,
mas a fé que anima vossa Igreja;
dai-lhe, segundo o vosso desejo,
a paz e a unidade.
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Amém!
Agora eu tenho certeza que você se recordou desta parte da missa. E entendeu também o porquê de não dizemos o “Amém” logo após o Pai-nosso. A oração continua e só termina próximo ao Rito da Paz.
O incenso na liturgia católica
Em nosso meio católico o uso do incenso é muito comum em solenidades. Mas me perguntava se existia algum significado específico sobre seu uso ao longo da história da Igreja e de sua Sagrada Tradição.
O que eu já sabia é que o incenso simboliza “as nossas orações e preces subindo até o Céu”, mas descobri algumas coisas a mais buscando em algumas bibliografias.
Origens do Incenso na Liturgia
Desde tempos antigos, o incenso é usado como um símbolo de espiritualidade. É possível encontrar vestígios do uso do incenso por exemplo no Antigo Egito e também na China.
Na liturgia católica, como disse anteriormente, a queima de incenso representa a sublimação dos pensamentos e a busca pela presença de Deus.
Ao incensar o altar, o povo e as ofertas, reforça-se a ideia de que as preces sobem como um aroma agradável ao Senhor, simbolizando a purificação e a dedicação espiritual. Assim, o incenso transcende sua origem histórica para tornar-se um elo vital na expressão da fé e na comunhão com o sagrado.
Diferentes Formas de Uso do Incenso na Missa
No centro da liturgia católica, o incenso é mais do que um mero adorno. Ele é um símbolo que transcende o sensorial conectando-nos ao Divino.
Nas celebrações da Santa Missa solenes, o incenso é usado em alguns momentos específicos:
Na procissão de entrada
Na bênção do altar
Na proclamação do Evangelho
Na liturgia eucarística
Também é comum vermos o incenso em procissões, acompanhando os passos dos sacerdotes.
Cada gesto e movimento ao incensar, desde o altar até o povo de Deus, é carregado de significado, enfatizando a ideia de que a comunidade reunida é, ela própria, um templo vivo e um altar espiritual.
Assim, o incenso na missa não é apenas parte da tradição, mas um convite para uma experiência mais profunda de adoração e contemplação.