Santa Catarina Labouré nasceu em Fain-lès-Moutiers, uma aldeia de Borgonha, na França, em 2 de maio de 1806. É importante ressaltar que seu pai era Pedro Labouré, e sua mãe Luísa Madalena Gontard, e Catarina era a nona filha do casal. Eles viviam no campo e valorizavam muito o trabalho e a simplicidade de vida.
Após a morte de sua mãe, quando Catarina tinha apenas 9 anos de idade, ela assumiu a responsabilidade de cuidar de seus irmãos e se dedicou completamente à maternidade e à educação deles. Durante esse período, Catarina desenvolveu um desejo latente de ver Nossa Senhora, tornando esse pedido constante em suas orações.
Foi durante uma visita à Casa das Filhas da Caridade em Châtillon-sur-Seine que Catarina teve uma compreensão clara de seu chamado. Ao observar uma fotografia do padre que ela constantemente via em seus sonhos, uma das irmãs explicou a ela que se tratava de São Vicente de Paulo, fundador da Congregação das Filhas da Caridade. Foi nesse momento que Catarina percebeu que ela seria uma Filha da Caridade.
No dia 21 de abril de 1830, Catarina entrou para o noviciado das Filhas da Caridade, localizado na Rue du Bac, em Paris, após receber permissão de seu pai para sair de casa. Foi nesse período que sua vida se entrelaçou de forma ainda mais íntima com os mistérios de Deus. Em 19 de julho de 1830, a Virgem Maria começou a aparecer a Santa Catarina, com o objetivo de enriquecer a Igreja e alcançar o mundo com sua Imaculada Conceição.
Catarina descreveu a aparição da seguinte forma: “A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com as mãos elevadas até a cintura, sustentava um globo figurando o mundo encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. A Santíssima Virgem disse: Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mais pedem.”
Ao longo de três aparições, Nossa Senhora apresentou a Santa Catarina o modelo da Medalha de Nossa Senhora das Graças. Foi apenas na terceira aparição que Nossa Senhora insistiu nos mesmos pedidos e mostrou o modelo da medalha. No final dessa aparição, Nossa Senhora disse a Catarina que ela não a veria mais, mas ouviria sua voz em suas orações. No final de 1832, a medalha que Nossa Senhora havia pedido foi cunhada e espalhada por todo o mundo.
Santa Catarina Labouré viveu a maior parte de sua vida em um convento, onde cultivou uma profunda vida de Evangelho, especialmente no que diz respeito à humildade. Ela serviu como cozinheira e porteira, cuidando dos velhinhos no hospício de Enghien, em Paris. Durante sua vida, ela permaneceu desconhecida, vivendo em silêncio, humildade e escondimento.
Santa Catarina Labouré faleceu no dia 31 de dezembro de 1876, aos 70 anos de idade. Em 1933, ela foi beatificada pelo Papa Pio XI e, posteriormente, canonizada pelo Papa Pio XII em 1947. Seu corpo foi exumado e verificou-se que estava perfeitamente conservado, inclusive seus olhos. Ela foi colocada em um caixão de cristal sob o altar das aparições.
A medalha de Nossa Senhora das Graças, como disse o Papa Pio XII, foi um instrumento de inúmeros favores espirituais e temporais, curas, proteções e, acima de tudo, conversões. Essa devoção, nascida da Providência Divina e do coração aberto de Catarina, tornou-se uma escola de santidade para muitas pessoas, incluindo a própria Catarina, que soube se relacionar profundamente com Jesus por meio da Imaculada Senhora das Graças.
Santa Catarina Labouré e a Medalha Milagrosa continuam a ser uma fonte de devoção e inspiração para fiéis em todo o mundo, que buscam a intercessão e a proteção de Nossa Senhora. A vida de Catarina é um exemplo de humildade, serviço e devoção, mostrando-nos o caminho para uma vida mais próxima de Deus e da Virgem Maria.