A Igreja Católica celebra a memória de Santa Maria Goretti, virgem e mártir que encanta e enriquece os cristãos com seu testemunho de amor a Deus e de rejeição ao pecado.
Origem
Nascida em Corinaldo, Itália, no ano de 1890, Maria Goretti era filha de uma família camponesa e pobre, mas muito temente a Deus. Após a morte do pai, ela e sua família se mudaram para uma área próxima a Roma, compartilhando a casa de uma família viúva, que tinha um filho chamado Alessandro.
Martírio pela Pureza
Alessandro, por diversas vezes, tentou seduzir Maria Goretti, que se encontrava em casa para cuidar dos irmãos. Ela, temente a Deus, respondia com maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”. Em um desses momentos, enquanto Maria Goretti estava em oração, Alessandro tentou seduzi-la novamente. Ela, então, respondeu com um grande não. Por conta disso, ele a esfaqueou com 14 golpes, sendo que o último foi fatal.
Perdão
Na hora de sua morte, Maria Goretti proferiu palavras de perdão para seu assassino, confidenciava à sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.
Sua morte foi a causa da conversão de Alessandro, que se arrependeu e, após sair da cadeia, esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização de Maria Goretti, ao lado da mãe dela, que também o perdoou.
Beatificação e Canonização
A beatificação de Santa Maria Goretti foi celebrada no dia 27 de abril de 1947, por Papa Pio XII. E em 24 de junho de 1950, o mesmo celebrou a canonização da santa. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho. Santa Maria Goretti é tida como a santa da castidade, da juventude, das vítimas de estupro, da pureza de coração e do perdão. É representada segurando lírios, que simbolizam sua pureza, e com vestes brancas, sinal de sua virgindade.