14 de novembro

Santo Estevão Teodoro Cuénot nasceu em Réaumont, em Bélieu, no ano de 1802. Filho de um fazendeiro, ele estava destinado a se tornar bispo e converter milhares de pagãos da Indochina, todos considerados e amados como irmãos. Desde cedo, Cuénot demonstrou uma natureza “aristocrática” aliada à proximidade com o povo e suas misérias. Seu espírito era meio evangélico e meio revolucionário, características que definiram seu caminho na vida.

Verdadeiro Filho do Povo

Dom Estevão Teodoro Cuénot poderia ser facilmente reconhecido como um verdadeiro filho do povo. Para ele, o “próximo” não era uma expressão genérica ou limitada a uma determinada classe social, país ou período histórico. Sua visão abrangia homens de todas as classes, raças e nacionalidades, em uma revolução perene que é o verdadeiro cristianismo.

Criação camponesa e simples

Criado em uma família camponesa, cujo batizado ocorreu em um celeiro, Cuénot foi educado por párocos rurais. Para conseguir manter seus estudos, seus pais camponeses o presenteavam com ajuda material. Porém, houve momentos em que até isso não foi suficiente e ele teve que abandonar a escola. Estudando teologia, para torná-lo apresentável, sua mãe sacrificou seu vestido de noiva para fazer-lhe uma túnica. E o primeiro gesto do novo padre foi presentear a mãe com um vestido novo. Esse ato exemplificava sua gratidão e generosidade.

O Perfil Ideal: Santo Estevão Teodoro Cuénot

Cuénot tinha paixão pela relojoaria e queria patentear seu próprio mecanismo de movimento perpétuo. Além disso, ele era catequista e professor no grupo da cidade. Em 1827, ele entrou para os Padres Missionários de São Vicente de Paulo, ao passar pela porta da Rue du Bac, em Paris.

No ano seguinte, tornou-se missionário e partiu para a Indochina, onde enfrentou inúmeras dificuldades. Em 1835, foi consagrado Bispo de Metelópolis, coadjutor da então chamada Cochinchina. Ele sempre foi um bispo comprometido, pois os cristãos da Indochina eram frequentemente submetidos a assédios e perseguições por parte das autoridades budistas. Apesar disso, Cuénot conseguiu converter milhares de pessoas anualmente. Mesmo aqueles que abjuravam sob tortura frequentemente pediam para serem batizados.

O clero indígena triplicou durante o período em que Cuénot esteve na Indochina. Ele dedicou-se a traduzir os livros sagrados, construir igrejas e orfanatos, além de alcançar as distantes regiões montanhosas do Laos com sua pregação e exemplo de vida cristã. Sua atuação exemplar contribuiu para a propagação da fé católica na região.

Um martírio sofrido e consumado

Em 1861, o rei Tu-Duc intensificou a perseguição aos cristãos na Indochina, e o bispo Cuénot foi capturado e trancado em uma jaula estreita. Embora não tenha sido morto fisicamente, ele foi envenenado lentamente através de “remédios” indígenas repugnantes. Por causa dessa morte cruel, Santo Estevão Teodoro Cuénot é considerado mártir.

Seus captores, por mais que quisessem puni-lo, reconheceram a perfeição de sua alma. Disseram, então, que “ele se tornou perfeito” e que o céu se apressou em recebê-lo sem permitir que ele sofresse tal tortura. Na realidade, ele já estava morto quando foi açoitado e decapitado. Um ano após sua morte, um tratado entre a França e a Indochina sancionou a liberdade de culto, ao menos em teoria.

Santo Estevão Teodoro Cuénot deixou um legado de dedicação ao próximo, coragem diante da adversidade e compromisso com a expansão do cristianismo. Sua história de vida é um exemplo inspirador de fé e amor ao próximo, tornando-o um santo venerado e reverenciado.

Fontes:

– Vatican News
– Canção Nova
– Martirológico Romano
– Liturgia das Horas

Produção, pesquisa e redação: Fellipe S. de Oliveira

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Santo Estevão Teodoro Cuénot
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